Performance das firmas do agronegócio listadas no novo mercado da Bovespa: um estudo econométrico

Palavras-chave: finanças corporativas, governança, dados em painel, econometria, modelagem.

Resumo

Este estudo mediu o impacto da gestão na performance das empresas do setor de agronegócio listadas na Bovespa, por meio de modelagem econométrica com dados em painel. A metodologia partiu da análise de nove indicadores de desempenho e uma função de produção padrão. Foram utilizados dados trimestrais, de 2007:1 a 2011:4, das dez empresas listadas no Novo Mercado (NM) da Bovespa. A influência dos indicadores no produto da empresa revelou que as variáveis capital e trabalho continuam proporcionando maior impacto no resultado, e que variáveis interligadas ao mercado, como é o caso do lucro por ação, são quase insignificantes. 

Biografia do Autor

Michel Constantino, Universidade Católica Dom Bosco
Doutor em Economia pela Universidade Católica de Brasília (UCB), Mestre em Desenvolvimento Local (UCDB) e Administrador. Professor nos Programas de Doutorado em Ciências Ambientais e Sustentabilidade Agropecuária e em Desenvolvimento Local. Pesquisador da área de Economia Comportamental, Economia Regional e Econometria (Métodos Quantitativos). Pesquisador Visitante do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada - IPEA-Brasília/DF. Pesquisador do CeTeAgro - Centro Tecnológico do Agronegócio da Universidade Católica Dom Bosco - Campo Grande - MS. Vice Coordenador do Programa de Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Local. Editor associado da Economic Analysis of Law Review. Coordenador do projeto de pesquisa multidisciplinar que estuda a relação do comportamento humano com a sustentabilidade do planeta, analisando o processo de tomada de decisão dos indivíduos, a teoria de risco e o impacto na sustentabilidade ambiental. Vice-líder do Grupo de Pesquisa CNPq "Desenvolvimento, Meio Ambiente Sustentabilidade". Cientista de dados.
Dany Rafael Fonseca Mendes, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
Possui mestrado em Análise Econômica do Direito pela Universidade Católica de Brasília (2014) e bacharelado em Direito pela Universidade Federal de Ouro Preto (2008). Além de pesquisador, com mais de 30 artigos completos publicados em periódicos, é consultor, advogado e orientador do Programa Agentes Locais de Inovação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.
Reginaldo Brito da Costa, Universidade Católica Dom Bosco
Possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Mato Grosso (1980), mestrado em Ciências Florestais pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (1988) e doutorado em Ciências Florestais pela Universidade Federal do Paraná (1999). Atualmente é professor titular da Universidade Católica Dom Bosco.Tem experiência na área de Genética, com ênfase em Genética Quantitativa, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento local, melhoramento genético, ganho genético, parâmetros genéticos. Orientou 26 monografias de conclusão de curso, 15 pesquisas de Iniciação Científica, 31 orientações de mestrado, 1 tese de doutorado concluída, 5 em andamento e 1 supervisão de pós-doutorado com foco em genética quantitativa e molecular. É revisor dos periódicos científicos: Bragantia, Crop Breeding and Applied Biotechonology, Pesquisa Agropecuária Brasileira, Ciência Rural, Scientia Forestalis, Ciência Florestal, Interações, Multitemas. Líder do Grupo de Pesquisa cadastrado no DGP/CNPq "Desenvolvimento, meio-ambiente e sustentabilidade", envolvendo pesquisadores nacionais e internacionais. No grupo de pesquisa destaca-se, entre outros, o tema "Caracterização, variabilidade e diversidade genética em populações arbóreas com finalidades madeiráveis e, especialmente não madeiráveis, incluindo-se medicinais com utilização em saúde humana". Membro titular do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), Campo Grande, MS.
Alexander Bruno Pegorare, Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Atualmente é Supervisor das Pesquisas Agropecuárias Nacionais oficiais realizadas pelo IBGE no estado de Mato Grosso do Sul. Possui mestrado em Agronomia (Produção Vegetal) pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2006). Tem experiência com as pesquisas Nacionais de Agricultura, Pecuária, Extrativismo Vegetal, Silvicultura e Estoques. Já Trabalhou na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, em que atuou com os seguintes temas: Fitotecnia, Hidráulica e Irrigação, Manejo de Solo e Água, Fruticultura e Horticultura, e Recursos Naturais Renováveis.

Referências

ARROW, K.; DEBREU, G. Existence of equilibrium for a competitive economy. Econometrica, v. 22, n. 3, p. 265-290, jul. 1954.

ASSAF NETO, A. Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico e financeiro. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2006. 191p.

BHAGAT, S.; BOLTON, B. Corporate governance and firm performance. Journal of Corporate Finance, v. 14, n. 3, p. 257-273, jun. 2008.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Projeções do agronegócio: Brasil – 2009/2010 a 2019/2020. Brasília: Mapa, 2010.

CHANDLER, A. D. Organizational capabilities and the industrial enterprise. Journal of Economic Literature, v. 6, n. 3, p. 79-100, 1992.

______. Scale and scope. Cambridge, MA: The Belknap Press of Harvard University Press, 1990. 760 p.

______. The visible hand. Cambridge, MA: The Belknap Press of Harvard University Press, 1977. 608 p.

______. Strategy and structure: chapters in the history of the American industry. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1962.

MARRIS, R. L. The economic theory of managerial capitalism. London: Macmillan, 1971.

MODIGLIANI, F.; MILLER. M. H. The Costs of Capital, Corporate Finance, and the Theory of Investment. American Economic Review, v. 48, n. 3, p. 261-297, jun. 1958.

______. Corporate Income Taxes and the Cost of Capital: A Correction. American Economic Review, v. 53, n. 3, p. 433-443, jun. 1963.

ORGANISATION FOR ECONOMIC COOPERATION AND DEVELOPMENT (OCDE). Annual Report, 2008.

PENROSE, E. The theory of the growth of the firm. White Plains, NY: M.E. Sharpe, 1959.

PEREZ JUNIOR, J. H.; BEGALLI, G. A. Elaboração e análise das demonstrações contábeis. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2009.

SMITH JR., C. W. The Theory of Corporate Finance: A Historical Overview. In: JENSEN, M. C.; SMITH, C. W. The Modern Theory of Corporate Finance. New York: McGraw-Hill, 1984.

STEINDL, J. Maturity and stagnation in american capitalism. New York: Monthly review press, 1952.

TIROLE, J. The Theory of Corporate Finance. Princeton, NJ, EUA: Princeton University Press, 2006.

Publicado
2017-12-05