Unidades de conservação estadual de uso indireto no estado de Mato Grosso

  • Alberto Dorval Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, MT
  • Reginaldo Brito da Costa Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, MT
  • Roberto Antônio Ticle de Melo e Sousa Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, MT
Palavras-chave: plano de manejo, indicadores de efetividade, unidades de conservação.

Resumo

O presente estudo objetivou fornecer informações sobre a situação atual das unidades de conservação de uso indireto no Estado de Mato Grosso em relação à efetividade de manejo desenvolvido dentro das áreas de proteção. Avaliaram-se 17 unidades de conservação de uso indireto estadual, usando-se questionários com 11 indicadores pré-selecionados para medir os níveis de efetividade para os quais foram atribuídas notas pelos responsáveis pelas administrações das respectivas unidades. Os indicadores avaliados mostraram para todas as unidades um baixo grau de eficiência. Os problemas detectados em indicadores importantes, como demarcação, desapropriação, alocação de recursos humanos e financeiros, além da falta de perspectiva em médio prazo para a implantação do plano de manejo, têm contribuído para a situação caótica em que se encontram as unidades avaliadas. Os Parques Igarapés do Juruena, Tucumã, Guirá, Gruta Lagoa Azul e Águas Quentes apresentaram notas mínimas na maioria dos indicadores, o que sugere um baixo nível de manejo. Portanto medidas urgentes devem ser tomadas, caso contrário essas unidades de conservação não atingirão os objetivos estabelecidos no ato de sua criação, relacionadas às funções das unidades de conservação incluídas na categoria de Parques Estaduais.

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Publicado
2015-12-15
Seção
Artigos