Operacionalização da política de preços mínimos para os produtos da sociobiodiversidade

Palavras-chave: políticas públicas, extrativismo, conservação ambiental

Resumo

Objetiva-se analisar a participação econômica de dez produtos da sociobiodiversidade na economia brasileira, verificando sua espacialização no território nacional e examinando a operacionalização da Política de Preços Mínimos para a Sociobiodiversidade (PGPM-Bio). Obtiveram-se dados sobre o valor e a quantidade de produção dos dez produtos sob análise (açaí, babaçu, borracha, castanha-do-pará, carnaúba, mangaba, pequi, piaçava, pinhão, umbu) por meio do IBGE, e as informações acerca da PGPM-Bio, da CONAB. Os resultados apontaram que a extração desses recursos se sobressaiu nas Regiões Norte e Nordeste, e os principais itens, conforme o valor produzido, foram o açaí e o pó de carnaúba. Os maiores beneficiários da PGPM-Bio foram Maranhão, Bahia e Amazonas, respectivamente, com o babaçu, piaçava e borracha. Ademais, empregou-se menos da metade dos recursos destinados ao pagamento de subvenções. 

Biografia do Autor

Emiliana Barros Cerqueira, Universidade Federal do Piauí (UFPI)

Doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), bolsista PNPD/CAPES. 

Jaíra Maria Alcobaça Gomes, Universidade Federal do Piauí (UFPI)

 Doutora em Economia Aplicada pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP), docente do Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente e do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

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Publicado
2021-03-30