Fitossociologia em área de transição da Floresta Amazônica e Cerrado no estado de Mato Grosso

  • Allan Libanio Pelissari Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  • Luciano Rodrigo Lanssanova Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
  • Dayane Ávila Fernandes Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
  • Diego Tyszka Martinez Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
  • Reginaldo Brito da Costa Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Palavras-chave: diversidade, composição florística, floresta tropical

Resumo

A carência de informações sobre os padrões ecológicos e as sistemáticas intervenções nas florestas tropicais de transição têm proporcionado grandes impactos ambientais, com consequências que requerem ações conservacionistas imediatas. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi analisar a composição florística e fitossociológica de um fragmento de Floresta de Transição Amazônia e Cerrado, no município de São José do Rio Claro, Estado de Mato Grosso. Foram alocadas quatro parcelas de 10 x 250 m, mensurados os indivíduos com circunferência à altura do solo maior ou igual a 20 cm, e avaliados os parâmetros fitossociológicos de densidade, frequência, dominância e valor de importância. A quantificação da diversidade florística foi calculada pelos índices de Shannon-Weaver, Simpson e Pielou. A Família Fabaceae apresentou a maior diversidade e a espécie Sclerolobium paniculatum os maiores valores dos parâmetros fitossociológicos. A Floresta de Transição Amazônia e Cerrado em São José do Rio Claro, MT, apresenta baixa diversidade e alta dominância de poucas espécies.

Referências

ANDRADE, L. A. Z.; FELFILI, J. M.; VIOLATTI, L. Fitossociologia de uma área de cerrado denso na RECOR-IBGE, Brasília-DF. Acta Botanica Brasilica, v. 16, n. 2, p. 225-240, 2002.

APG II. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG II. Botanical Journal of the Linnean Society, v. 141, n. 4, p. 399-436, 2003.

ARAUJO, R. de A.; COSTA, R. B. da; FELFILI, J. M.; GONÇALVEZ, I. K.; SOUSA, R. A. T. de M.; DORVAL, A. Florística e estrutura de fragmento florestal em área de transição na Amazônia Matogrossense no município de Sinop. Acta Botanica Brasilica, v. 39, n. 4, p. 865-878, 2009.

ASSUNÇÃO, S. L.; FELFILI, J. M. Fitossociologia de um fragmento de cerrado sensu stricto na APA de Paranoá, DF, Brasil. Acta Botanica Brasilica, v. 18, n. 4, p. 903-910, 2004.

BRASIL. Departamento Nacional da Produção Mineral. Projeto ­RADAMBRASIL. Folha SD. 21 Cuiabá: geologia, geomorfologia, pedologia, vegetação e uso potencial da terra. Rio de Janeiro: Ministério das Minas e Energia, 1982. 544 p.

CARVALHO, F. A.; RODRIGUES, V. H. P.; KILCA, R. V.; SIQUEIRA, A. S.; ARAÚJO, G. M.; SCHIAVINI, I. Composição florística, riqueza e diversidade de um Cerrado Sensu Stricto no sudeste do Estado de Goiás. Bioscience Journal, v. 24, n. 4, p. 64-72, 2008.

COSTA, A. A.; ARAÚJO, G. M. Comparação da vegetação arbórea de cerradão e de cerrado na Reserva do Panga, Uberlândia, Minas Gerais. Acta Botanica Brasilica, v. 15, n. 1, p. 63-72, 2001.

DRUMOND, M. A.; BARROS, N. F. de; SOUZA, A. L. de; SILVA, A. F. da; MEIRA NETO, J. A. A. Alterações fitossociológicas e edáficas na Mata Atlântica em função das modificações da cobertura vegetal. Revista Árvore, v. 20, n. 4, p. 451-466, 1996.

FELFILI, J. M.; NOGUEIRA, P. E.; SILVA JÚNIOR, M. C. da; MARIMON, B. S.; DELITTI, W. B. C. Composição florística e fitossociologia do cerrado sentido restrito no município de Água Boa-MT. Acta Botanica Brasilica, v. 16, n. 1, p. 103-112, 2002.

FERREIRA JÚNIOR, E. V.; SOARES, T. S.; COSTA, M. F. F. da; SILVA, V. S. M. Composição, diversidade e similaridade florística de uma floresta tropical semidecídua submontana em Marcelândia-MT. Acta Amazonica, v. 38, n. 4, p. 673-680, 2008.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Anuário Estatístico do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 1997. 853 p.

KUNZ, S. H.; IVANAUSKAS, N. M.; MARTINS, S. V.; SILVA, E.; STEFANELLO, D. Aspectos florísticos e fitossociológicos de um trecho de Floresta Estacional Perenifólia na Fazenda Trairão, Bacia do rio das Pacas, Querência-MT. Acta Amazonica, v. 38, p. 245-254, 2008.

MARIMON, B. S.; FELFLI, J. M.; HARIDASAN, M. Studies in monodominant forests in eastern Mato Grosso Brazil: I. A forest of Brosimum rubescens Taub. Edinburgh Journal of Botany, v. 58, n. 1, p. 123-137, 2001.

MEDEIROS, M. B. de; WALTER, B. M. T.; SILVA, G. P. Fitossociologia do Cerrado Stricto Sensu no município de Carolina, MA, Brasil. Cerne, v. 14, n. 4, p. 285-294, 2008.

MESQUITA, M. R.; CASTRO, A. A. J. F. Florística e fitossociologia de uma área de cerrado marginal (cerrado baixo), Parque Nacional de Sete Cidades, Piauí. Publicações Avulsas em Conservação de Ecossistemas, v. 15, p. 1-22, 2007.

NERI, A. V.; MEIRA NETO, J. A. A.; SILVA, A. F. da; MARTINS, S. V.; BATISTA, M. L. Análise da estrutura de uma comunidade lenhosa em área de Cerrado Sensu Stricto no município de Senador Modestino Gonçalves, Norte de Minas Gerais, Brasil. Revista Árvore, v. 31, n. 1, p. 123-134, 2007.

PINHEIRO, K. A. O.; CARVALHO, J. O. P. de; QUANZ, B.; FRANCEZ, L. M. de B.; SCHWARTZ, G. Fitossociologia de uma área de preservação permanente no leste da Amazônia: indicação de espécies para recuperação de áreas alteradas. Revista Floresta, v. 37, n. 2, p. 175-187, 2007.

SANDEL, M. P.; CARVALHO, J. O. P. Composição florística e estrutura de uma área de cinco hectares de mata alta sem babaçu na Floresta Nacional do Tapajós. Belém: Embrapa Amazônia Oriental, 2000. 19 p. (Documentos, n. 63).

SANTANA, O. A.; IMAÑA-ENCIMAS, J. Fitossociologia das espécies arbóreas nativas de cerrado em áreas adjacentes a depósitos de resíduos domiciliares. Revista Floresta, v. 40, n. 1, p. 93-110, 2010.

SAPORETTI JUNIOR, A.; MEIRA NETO, J. A.; ALMADO, R. P. Fitossociologia de cerrado sensu stricto no município de Abaeté, MG. Revista Árvore, v. 27, n. 3, p. 413-419, 2003.

SOUZA, F. N. de; ARAÚJO, E. J. G. de; MELLO, J. M. de; SCOLFORO, J. R. S.; SILVA, C. P. de C. Composição florística e estrutura de dois fragmentos de Floresta Estacional Semidecidual na Bacia do Rio Grande, Minas Gerais. Revista Brasileira de Biociências, v. 5, n. 2, p. 183-185, 2007.

VILANI, M. T.; SANCHES, L.; COSTA, M. H.; GAIO, D. C.; NOGUEIRA, J. de S. Estimativa da absortância da radiação fotossinteticamente ativa de uma vegetação de Transição Floresta Amazônica-Cerrado por três métodos. Revista Brasileira de Agrometeorologia, v. 15, n. 3, p. 289-298, 2007.

Publicado
2015-12-16
Como Citar
Pelissari, A. L., Lanssanova, L. R., Fernandes, D. Ávila, Martinez, D. T., & Costa, R. B. da. (2015). Fitossociologia em área de transição da Floresta Amazônica e Cerrado no estado de Mato Grosso. Multitemas, (41). https://doi.org/10.20435/multi.v0i41.290
Seção
Artigos