Diagnóstico de viveiros da região metropolitana de Goiânia, GO, Brasil

Palavras-chave: produtos florestais não madeireiros, restauração, legislação florestal

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo diagnosticar a cadeia produtivade sementes de oito espécies nativas do cerrado, na região metropolitana de Goiânia. A implementação da lei 10.711/2003 tem como intuito gerir a cadeia produtiva de sementes e cria o Sistema Nacional de Sementes e Mudas (SNSM), com objetivo de garantir a identidade e a qualidade das sementes comercializadas. Para o referido diagnóstico foram realizadas visitas em 28 viveiros da região metropolitana de Goiânia (GO), e aplicado um questionário estruturado por áreas temáticas relacionadas à cadeia produtiva de sementes florestais. Todos os viveiros apresentaram descumprimento da legislação. A forma de obtenção das sementes, em sua maioria, é realizada por coleta própria dos produtores, seguida pela compra, que é realizada por meio de coletores autônomos, sem nenhuma procedência do local de coleta, nem como é realizado o beneficiamento e o armazenamento das sementes, descumprindo o que exige as normativas da atividade.

Biografia do Autor

Thiago Augusto Sampaio Teles, Universidade Federal de Goiás (UFG)

Doutorando em Fitossanidade na Universidade Federal de Goiás (UFG). Mestre em Agronegócio pela UFG. Graduado em Ciências Biológicas pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/GO). Atualmente, é técnico de laboratório no Núcleo de Pesquisa em Fitopatologia (NPF/UFG).

Sybelle Barreira, Universidade Federal de Goiás (UFG)

Doutora em Recursos Florestais pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Mestre em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Graduada em Engenharia Florestal pela UFLA. Atualmente, é professora da Universidade Federal de Goiás (UFG).

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Publicado
2021-07-06
Como Citar
Sampaio Teles, T. A., & Barreira, S. (2021). Diagnóstico de viveiros da região metropolitana de Goiânia, GO, Brasil. Multitemas, 26(62), 67-84. https://doi.org/10.20435/multi.v26i62.3001