Falta de controle e padronização: estudo de caso em uma indústria de tintas imobiliárias

  • Volmir Rabaioli Universidade Católica Dom Bosco
  • Natália Lima de Oliveira Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande – Unidade II.
  • Josilane Moura da Silva Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande – Unidade II.
Palavras-chave: controle de processo, padronização, qualidade.

Resumo

A competitividade acirrada e a crescente exigência dos consumidores em relação à qualidade exigem das organizações níveis de excelência em seus processos internos, na busca de constantes melhorias para garantir a sua sobrevivência num mercado dinâmico e em constantes mudanças. Porém, na maioria das empresas de pequeno e médio porte, os produtos, procedimentos e processos não são padronizados, em que várias pessoas executam a mesma atividade da maneira diferente, correndo o risco de obter resultados inesperados. Por isso, é importante construir um sistema de controle de processo padronizado para evitar o problema da variabilidade e resultados indesejados. O objeto de estudo desse artigo é uma indústria de tintas do ramo imobiliário localizada na cidade de Campo Grande – MS, a qual apresenta um alto índice de reclamações de clientes em relação à qualidade das tintas. Como metodologia, adotou-se o estudo de caso com pesquisa exploratória para identificar as causas das anomalias, a existência de itens de controle de processo e padronização. Após a análise dos resultados, verificou-se a inexistência de um sistema de gestão que satisfaça os usuários do produto.

 

Biografia do Autor

Volmir Rabaioli, Universidade Católica Dom Bosco
Doutorando em Ciências Ambientais e Sustentabilidade Agropecuária na Universidade Católica Dom Bosco. Coordenadror dos cursos de Administração de Empresas e Superior de Tecnologia em Logística do Centro Universiário Anhanguera de Campo Grande Unidade I.
Natália Lima de Oliveira, Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande – Unidade II.
Engenheira de Produção pelo Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande – Unidade II.
Josilane Moura da Silva, Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande – Unidade II.

Engenheira de Produção pelo Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande – Unidade II.

 

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS FABRICANTES DE TINTAS (ABRAFATI). Indústria de tintas prevê crescimento de 6,7% em 2011. ABRAFATI, [s.d.]. Disponível em: <http://www.abrafati.com.br/ bn_conteudo.asp?cod=1011>. Acesso em: 21 set. 2014.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR ISO 9001: sistemas de gestão da qualidade: requisitos. Rio de Janeiro, 2008.

ARAÚJO, Luis César G. de. Organização, sistemas e métodos de gestão organizacional. 2. ed. 4. reimpr. São Paulo: Atlas, 2009.

CAMPOS, Vicente Falconi. Gerenciamento da rotina do dia a dia. 9. ed. Nova Lima, MG: Falconi, 2013.

CAVANHA FILHO, A. O. Estratégia de compras. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2006.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE SÃO PAULO (CEFETSP). Área Industrial. Apostila: estudo dirigido: ISO 9000. São Paulo:CEFET, 8 ago. 2007. Disciplina: Gestão de qualidade ,do professor Caruso. Disponível em: <http://www.cefetsp.br/edu/ jcaruso/apostilas/estudo_dirigido_iso_9000.pdf>. Acesso em: 30 out. 2014.

CERQUEIRA, W. Endomarketing: educação e cultura para a qualidade. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.

CERTO, Samuel C.; PETER, J. P. Administração estratégica: planejamento e implantação de estratégia. Tradução e adaptação e Reynaldo Cavalheiro Marcondes e Ana Maria Roux Cesar. 3. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2010.

COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL (CETESB). Guia técnico ambiental de tintas e vernizes: série P+L. São Paulo: CETESB, 2008. 70 p. Disponível em: <http://www.cetesb.sp.gov.br/tecnologia/producao_limpa../documentos/tintas.pdf>. Acesso em: 15 set. 2014.

CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática. 5. ed. Barueri, SP: Manole, 2014.

COLENGHI, Vitor Mature. O & M e qualidade total. 3. ed. Brasília: Ibtec, 2007.

CORRÊA, Carla Eunice Gomes. Gestão de qualidade e produtividade. Indaial, SC: Grupo Uniasselvi, 2010.

DIAS, S. V. dos S. A importância da padronização de procedimentos em uma empresa. 11 ago. 2008. Disponível em: <http://www.classecontabil.com.br/artigos/a-importancia-da-padronizacao-de-procedimentos-em-uma-empresa>. Acesso em: 5 out. 2014.

DUARTE, R. L. Procedimento operacional padrão: a importância de se padronizar tarefas nas BPLC. Curso de BPLC. Belém, PA, 2005. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/reblas/cursos/qualidade17/MP 20_apostila_ 5 -final.pdf>. Acesso em: 5 out. 2014. Disponível em: file:///C:/Users/User/Downloads/137-346-1-SM.pdf. Acesso em: 2 fev. 2016.

FAZANO, C. A. Métodos de controle de pinturas e superfícies. 3. ed. São Paulo: Hermes, 1992.

FELTRIN, S. M. T. Implementação de ensaios para avaliação do desempenho de tintas imobiliárias. Florianópolis, SC, 2004. Disponível em: <https: //repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/105163/Suzana%20Tramontin%20Feltrin.pdf?sequence=1>. Acesso em: 5 out. 2014.

FLORIANO, J. C.; LOZECKYI, J. A importância dos instrumentos de controle interno para gestão empresarial. Revista Eletrônica Lato Sensu, n. 5, p. 1-8, 2008.

GUARESCHI, H.M.; FREITAS. S de L. A padronização de processos no serviço público através do uso de manuais, a viabilidade do manual de eventos da UTFPR – CÂMPUS DE FRANCISCO BELTRÃO. Revista Organização Sistêmica, v. 2, n. 1, p. 57-69, jul./dez. 2012.

MYRRHA, R. Padronização: a chave para a previsibilidade de uma organização. 2004. Disponível em: <http://www.indg.com.br/info/artigos/artigos.asp?5>. Acesso em: 16 set. 2014.

OBADIA, I. J. Normatização como ferramenta para a gestão pública. In: FÓRUM NACIONAL DA QUALIDADE E GESTÃO, 1., 2006, Recife. Mesa-redonda... Recife: CRCN-NE, 5 out. 2006. Disponível em: <http://www.cnen.gov.br /hs_forum_quali_gestao/palestras/obadia_cnen.pdf >. Acesso em: 16 set. 2014.

PARIS, W. S. Normalização e certificação da qualidade. Curitiba, 2011. Disponível em: <http://www.cronosquality.com/aulas/NCQ.pdf>. Acesso em: 30 out. 2014.

POLITO, G. Principais sistemas de pintura e suas patologias. Belo Horizonte, MG: Escola de Engenharia, Universidade Federal de Minas Gerais, 2006. 66p. Apostila do Departamento de Engenharia de Materiais e Construção.

RABAIOLI, V.; POMPEU, A. M.; PINHEIRO, J. A. S. Os modelos de produção e o trabalho padronizado: uma abordagem da produção artesanal à produção enxuta. Multitemas, Campo Grande, MS, n. 47, p. 89-108, jan./jul. 2015.

REIS, R. de F. A importância da tinta líquida industrial. Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: <http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/K220753.pdf>. Acesso em: 16 set. 2014.

SAURIN, A. S.; FORMOSO, C. T. Planejamento de canteiro de obras e gestão de processos: recomendações técnica. Habitare, Porto Alegre, RS, v. 3, 2006.

SCARPETA, E. Flexografia: manual prático. São Paulo: Bloco Comunicação, 2007

SCARTEZINI, L. M. B. Análise e melhoria de processos. Goiânia: [s.n.], 2009.

SHREVE, R. N.; BRINK JR. J. A. Indústria de processos químicos. 4. ed. Rio de Janeiro: Roogan, 1985.

SILVA, Reinaldo O. da. Teorias da Administração. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.

SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da produção. Tradução de Henrique Luiz Corrêa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

Publicado
2016-06-17