O multiculturalismo na agricultura familiar de Terenos, MS

  • Ronaldo São Romão Sanches Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Campo Grande, MS
  • Heitor Romero Marques Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Campo Grande, MS
Palavras-chave: agricultura familiar, Terenos, assentamentos.

Resumo

Esta pesquisa tem por objetivo estudar a existência de diversidade cultural na agricultura familiar do município de Terenos, em Mato Grosso do Sul. No Censo Agropecuário de 2006, foram identificados no país 4.367.902 estabelecimentos de agricultura familiar, representando 84,4% do total de estabelecimentos, sendo que ocupavam 24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos agropecuários brasileiros. Da área ocupada pela agricultura familiar, 45% eram destinados a pastagens, 28% a florestas e 22% a lavouras. Mesmo assim, a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo e, na pecuária, 58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves e 30% dos bovinos (IBGE, 2009). Dessa forma, podemos avaliar a importância do segmento para a economia nacional, bem como o potencial de geração de riqueza de expressiva parcela da população rural brasileira antes renegada a altos índices de exclusão social e sem esperança de futuro digno. A investigação sobre as diferentes origens dos assentados e sobre a possibilidade de o multiculturalismo implicar sucesso ou fracasso ao projeto e consolidar novas oportunidades aos assentados para que possam superar a exclusão socioeconômica em que viveram até o momento são objetivos deste trabalho. A importância do entendimento de que o associativismo e a solidariedade são fatores decisivos que possibilitam à comunidade superar as adversidades e prosperar é uma hipótese a ser considerada.

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Publicado
2015-12-15
Seção
Artigos