As pessoas comuns na modernidade em Gilbert Chesterton e Milton Santos
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Palavras-chave

homem comum
homem lento
modernidade

Como Citar

Albuquerque, E. S. de, Soares, D. A., & Valentim, M. R. P. (2026). As pessoas comuns na modernidade em Gilbert Chesterton e Milton Santos. Multitemas, 31(78), 141–155. https://doi.org/10.20435/multi.vol31iss78.5116

Resumo

O ensaio compara as concepções de “homem comum”, de Gilbert Chesterton, e de “homem lento”, de Milton Santos, como críticas convergentes à modernidade. Ambos os pensadores, em contextos distintos, denunciam os efeitos desumanizantes do progresso técnico, da racionalidade instrumental e do gigantismo econômico, valorizando, em contrapartida, a experiência cotidiana e a sabedoria prática. Em Chesterton, o “homem comum” representa a dignidade da pessoa simples, enraizada nas tradições, na fé e na família. Já em Santos, o “homem lento” surge como sujeito resistente à globalização perversa, preservando tempos próprios, solidariedade e racionalidade alternativa nos espaços locais. Apesar das diferenças – Chesterton ancorado na cosmovisão cristã e Santos, em uma crítica laica da globalização – ambos afirmam figuras contra-hegemônicas que se opõem ao ritmo acelerado e homogeneizador da modernidade. Ambos resgatam a centralidade da vida cotidiana e a possibilidade de construir alternativas éticas, epistemológicas e políticas diante de um mundo marcado pela alienação e pela padronização cultural.

https://doi.org/10.20435/multi.vol31iss78.5116
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