Prevalência de aleitamento materno em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil

Palavras-chave: aleitamento materno, epidemiologia, nutrição do lactente.

Resumo

O aleitamento materno (AM) é uma prática importante, pela qual o bebê recebe todo aporte necessário, visando seu adequado desenvolvimento. Objetivou-se verificar o AM em lactentes e ao longo do período de introdução alimentar. Pesquisa transversal observacional, realizada a partir da coleta de dados com as mães. O AM exclusivo antes do 6º mês de idade do bebê foi praticado por 14,4 % das entrevistadas e após por 73 %, resultados influenciados pelo trabalho fora de casa, oferta de chá e água e a opinião materna sobre o AM. Das 174 crianças, 60,9 % consumiam outro tipo de leite. A introdução alimentar foi iniciada antes 6º mês de idade do bebê em 53,4 % dos casos, sendo a prevalência do AM entre os 6 a 12 meses de idade de 73 %. Ressalta-se a importância de ações de incentivo ao AM, observando o estilo de vida atual das mães.

Biografia do Autor

Elisabete Kamiya, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian.
Possui graduação em Bacharel em Nutrição pela Universidade Federal de Mato Grosso (1990).Mestre pelo programa de pós graduação "Saúde e Desenvolvimento na Região Centro Oeste" com área de concentração em Saúde e Sociedade pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Atualmente é técnico administrativo da UFMS. Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em Nutrição materno infantil, atuando principalmente nos seguintes temas: leite humano, avaliação microbiológica, banco de leite humano, contaminação microbiana e higiene.
Lígia Aurélio Bezerra Maranhão Mendonça, Universidade Católica Dom Bosco. S-Inova Biotech. Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia.
Doutoranda e mestre em Biotecnologia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior pelo Centro Universitário Anhanguera. Pós-Graduanda em Nutrição Clínica Funcional pela Universidade Cruzeiro do Sul. Bacharel em Nutrição pela UCDB.

 

 

Rosângela dos Santos Ferreira, Universidade Católica Dom Bosco. S-Inova Biotech. Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia.
Pós-doutoranda em Biotecnologia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Doutora e mestre em Saúde e Desenvolvimento na Região CentroOeste pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Graduada em Nutrição pela Universidade Santa Úrsula.
Durval Batista Palhares, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Programa de Pós-Graduação em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro Oeste.
Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (1975), residência em pediatria pela mesma universidade. Mestrado (1984) e Doutorado (1988) em Pediatria pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP. Fez Pós-Doutoramento na Case Western Reserve University- RBCH, Cleveland - OHIO/USA. Atualmente faz parceria em projeto de pesquisa da Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É professor titular da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Departamento de Pediatria desde 2005. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Pediatria -Neonatologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Estudo do Recém-Nascido Pré-Termo, leite humano evaporado, leite humano e leite humano de banco, aditivo de leite humano liofilizado. Acompanha o Centro de Infusão de Doenças Lisossômicas e tem parceria com a UFRG (Porto Alegre) com projeto pelo CNPq. Atualmente está envolvido num estudo do paciente com FOP (fibrodisplasia ossificante progressiva), junto com o Centro de Desenvolvimento de Modelos Experimentais em Medicina e Biologia - EPM/São Paulo. Orienta mestrado e doutorado no Programa de Pós Graduação em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Pós-Graduação de Doenças Infecciosas e Parasitárias da UFMS.

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Publicado
2019-08-16