Teor de carbono em três espécies ­arbóreas ­provenientes de reflorestamento em Mato Grosso

  • Zaíra Morais dos Santos Hurtado de Mendoza Universidade Federal de Mato Grosso
  • Pedro Hurtado de Mendoza Borges Universidade Federal de Mato Grosso
  • Walmir da Silva Moreira Universidade Federal de Mato Grosso
Palavras-chave: dióxido de carbono, madeira, casca

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo determinar o teor médio de carbono em diferentes partes das árvores das espécies Caixeta (Simarouba amara Aubl), Ipê-roxo (Tabebuia impetiginosa (Mart. ex DC.) Standl) e Teca (Tectona grandis L.f.), provenientes de reflorestamento do Projeto Poço de Carbono da Peugeot, localizado no município de Cotriguaçu, Mato Grosso. Adotou-se o delineamento inteiramente casualizado no esquema de parcelas subdivididas com três repetições. O teor de carbono encontrado nas espécies estudadas diferiu significativamente no lenho e na casca. O maior teor de carbono na casca foi para a parte aérea das árvores, independentemente da espécie. O lenho de S. amara apresentou maior teor de carbono absorvido. Para a T. impertiginosa foi observada a melhor distribuição do teor de carbono nas diferentes partes da árvore. Nas espécies T. impetiginosa e T. grandis, o teor de carbono variou apenas em função do tipo de tecido, sendo o maior valor observado no lenho. As espécies S. amara e T. impetiginosa podem ser promissoras para reflorestamento com a finalidade de sequestro de carbono.

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Publicado
2015-12-16
Seção
Artigos