Qualidade da água da hemodiálise do Hospital Regional de Ilha Solteira, SP

Palavras-chave: Coliformes, Contaminação, Função renal, filtração

Resumo

Na hemodiálise, que é a filtragem das impurezas do sangue por processo terapêutico mecânico ao qual são submetidas pessoas com perda da função renal, é usada grande quantidade de água, que deve ser idealmente pura, livre de quaisquer agentes contaminantes. Em Ilha Solteira, SP, a unidade de hemodiálise possui 21 máquinas para realizar as sessões e atende 83 pacientes. Esta pesquisa visou avaliar a qualidade da água de hemodiálise do Hospital Regional de Ilha Solteira, pela comparação das características apresentadas, e os atuais parâmetros físico-químicos e bacteriológicos da água utilizada no tratamento de pacientes renais, além de observar se os aspectos legais estão sendo cumpridos. A metodologia utilizada foi a pesquisa exploratório-descritiva com busca de informações bibliográficas e documentais com foco em leis ou normas ligadas ao tratamento da água para hemodiálise e coleta de dados microbiológicos e físico-químicos nos registros do setor de hemodiálise do hospital pesquisado nos meses de janeiro a dezembro de 2017. Para a coleta de dados, foram definidos quatro pontos de amostra para análise. Os dados obtidos atenderam o padrão para parâmetro de bactérias heterotróficas. Não foram detectadas impurezas na água observada, entre elas, coliformes termotolerantes. Os resultados físico-químicos mostraram valores compatíveis com a legislação e apontaram bom funcionamento da membrana da osmose reversa, evitando complicações aos pacientes.

Biografia do Autor

Claudinéia Brito dos Santos Scavazini, Fundação Municipal de Educação e Cultura de Santa Fé do Sul (FUNEC)

Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade Brasil (UNIVBRASIL). Enfermeira pela Fundação Municipal de Educação e Cultura de Santa Fé do Sul (FUNEC).

Juliana Heloisa Pinê Américo-Pinheiro, Universidade Brasil (UNIVBRASIL)

Doutora em Aquicultura na área de Biologia Aquática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Professora titular do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências Ambientais da Universidade Brasil (UNIVBRASIL)

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Publicado
2020-10-05